Lua Nova dia 06/08 às 18:50 em Sampa



Por Patrícia Mattar Oliva


Afinal, que rei sou eu? 

A tradição está sendo chacoalhada, na intimidade de cada ser humano, pela força da própria tradição. Os fundamentos da civilização tremem, surge a possibilidade de mudanças de hábitos.

Querer muito e sempre mais é assunto mitológico.

O rei nasce rei, mas a história da nobreza está cheia de intrigas e traições, bisbilhotices, tudo por causa da coroa. Manter a realeza exige muito esforço e atenção.

O desafio é descobrir o poder que nos torna reais e manter a realeza. A chave: fazer o que dá prazer e promove confiança à nossa volta.

Lua Cheia dia 22/07 às 15:15 em Sampa



Por Patrícia Mattar Oliva

“se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. Ou: quanto mais para mim, melhor!... mesmo que a farinha seja muita”.

Toda pessoa tem o rei no umbigo, se considera o centro de seu mundo individual. Defendemos nosso território como um rei defende o trono e a coroa. Porém, nos revoltamos quando os chefes de estado fazem o mesmo, sem perceber que isso é um dos mais fortes fundamentos da civilização atual: cada qual defende seus interesses particulares.

Os interesses públicos são confundidos com os dos gigantes da economia, que precisam crescer infinitamente, como se isso fosse possível. O sistema econômico está todo baseado nesse falso postulado: a economia deve crescer sem limites, mesmo que isso leve à morte da Humanidade no nosso planeta azul.  

O momento atual carrega no ventre a insatisfação com o sistema, os governos, e “tudo isso que aí está”. Resta saber como criar melhorias efetivas para todos os humanos, o que significa melhorias efetivas para todos os reinos da Natureza.

O espaço criativo nasce privado e fala ao público através da Arte. Entre a Ciência e o Grande Mistério passeiam os sonhos que nos envolvem a todos no imenso mar do inconsciente. 

E a Lua nos pergunta: se o indivíduo é defensivo, como sonhar uma sociedade equânime? ou: será a disputa uma doença auto imune para a humanidade?

o rei vai rir na lua cheia





segunda feira, dia 22/07, às 20h30 


a proposta do ano astrológico é percorrer o zodíaco através de jogos e brincadeiras relacionadas a cada signo. 
nesse encontro, o sol em leão nos remete ao centro da consciência individual, ao talento que nos destaca, à nossa realeza. 
a lua em aquário aponta para a necessidade de identificação com um grupo, para a consciência coletiva, a tribo, aquilo que nos une. 


importante a pontualidade.

contribuição: um prato de doce ou salgado e/ou cerveja em lata 


Entrada pela Rua João Alberto Moreira, 50 (mapa)
próx. Metrô Vila Madalena

Lua Nova dia 08/07 às 4:14 em Sampa



Por Patrícia Mattar Oliva

Sol, Lua, Mercúrio e Júpiter em Câncer; Saturno em Escorpião trígono com Netuno em Peixes; Vênus em Leão trígono com Urano em Áries.

“a multidão já elegeu Hitler, crucificou Cristo... cometeu barbaridades!” – Fernanda Carneiro

Nosso psicologismo está habitado por reis, rainhas, nobres, heróis, seres que se destacam da massa. Governantes de um lado, governados do outro. 

Imaginar que um determinado sistema político-econômico seja capaz de garantir o bem estar ao ser humano é engodo semântico. A experiência mostra que tanto as liberdades sonhadas no capitalismo como a igualdade socialista desembocaram em totalitarismo.

Porém, continuamos sonhando liberdade e igualdade. Se possível, para todos. Entenda-se por todos os quatro cantos do mundo, com diferentes cores, hábitos, culturas e religiões. O fundamento da nova civilização pede uma nova mentalidade onde a nobreza esteja no coletivo.

O desafio é colocar luz em arquétipos rizomáticos, que se espalham na rede, se espelham na água e abrigam o Profundo. A chave: entender o desejo de poder como limite da individualidade.

Lua Cheia dia 23/06 às 8:32 em Sampa




Por Patrícia Mattar Oliva



“Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...” – Gilberto Gil

A meta de conforto passa pelo confronto de opiniões.

Na multiplicação de ideias, a necessidade de raiz. Buscamos no passado e encontramos dissolução de valores.

A família, como célula fundamental da sociedade, está desmoronada. Os valores patriarcais deteriorados em omissão ou autoritarismo; o zelo da mãe desprezado pela ganância que suja a terra, as águas e o ar. O herói individual pede socorro, atolado na rede de anônimos.

A podridão institucional emerge em revolta coletiva inundando as ruas. Os movimentos do ar revolvem as águas, o leito do rio carece de definição ... ou vira pântano.

E a Lua nos pergunta: como estruturar a Nova Ordem Social sem a figura do líder? ou: como construir uma sociedade colaborativa sobre um espólio de manipulações, desconfiança e arquétipos de sempre “mais para mim”, impressos na psicologia individual?

Festa Junina na Lua Cheia



domingo, dia 23/06, às 17h30. 
a proposta do ano astrológico é percorrer o zodíaco através de jogos e brincadeiras relacionadas a cada signo. 
nesse encontro, o sol em câncer nos remete à infância, às raízes, memória e tradições. 

lua em capricórnio aponta para onde queremos chegar, o topo da montanha, as estruturas sociais.

importante a pontualidade.

contribuição: um prato de doce ou salgado e/ou cerveja em lata 


Entrada pela Rua João Alberto Moreira, 50 (mapa)
próx. Metrô Vila Madalena

Lua nova dia 7/06 às 12h56 em Sampa.




Por Patrícia Mattar Oliva



Sol, Lua, Marte e Júpiter em Gêmeos.

 “meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado,quando penso no futuro não esqueço meu passado”- Dança da Solidão,  Paulinho da Viola.

Lidar com o momento, conseguir vislumbrar o futuro, reconhecer o caminho e saber o passo que leva ao destino desejado é trabalho de Vontade. Ninguém se pergunta de onde vem o fogo enquanto apaga o incêndio cotidiano. Simplesmente apaga o incêndio.

Difícil a luz imparcial nessa hora, a percepção do momento em que os deuses se juntam à vontade individual, nem sempre de maneira maneira.

Incorporar ambiguidade à atitude ética, sem perder a ética, é aprendizado em cada momento. Atualizar diferenças e lidar amorosamente com elas, tarefa para gigantes.

O desafio é tecer conversas que caminhem poderes divinos.  A chave, ter empatia pelo que nos é espontaneamente antipático. Ou: cultivar interesses independentes de tudo o que nos chega tecido.